A linha de financiamento possui uma dotação total de 1,5 mil milhões de euros. Os prazos dos empréstimos podem chegar a 30 anos com carência de três anos. Por operação, o limite máximo para cada beneficiário é de 16,5 milhões de euros.
Os custos variam entre 1,01% e 2,70% acrescidos da taxa Euribor escolhida. A linha divide-se em três sublinhas com dotações específicas para diferentes projetos. Duas sublinhas de 250 milhões destinam-se a cooperativas coletivas e particulares.
Uma sublinha de mil milhões visa habitação acessível para arrendamento privado. Os projetos devem estar enquadrados em programas de arrendamento acessível específicos. O financiamento pode cobrir até 100% do investimento elegível pelo projeto.
A garantia do fundo Contragarantia Mútua chega a 80% para cooperativas em terrenos públicos. Cooperativas devem ter estatuto PME certificado pelo IAPMEI para acesso ao crédito. O spread máximo de 1,94% aplica-se a operações de 20 ou mais anos com alto risco.
Opinião pessoal de Juliana Oliveira
A opinião a seguir é pessoal de Juliana Oliveira e não representa a opinião do MundoTrader.
Considero acertado que juros variáveis entre 1,01% e 2,70% exigem disciplina fiscal para evitar distorções de mercado. Empréstimos com carência prolongada podem mascarar custos reais, pressionando a margem operacional das empresas beneficiadas. A dotação de 1,5 mil milhões cria incentivos perversos se não houver contrapartida clara em eficiência produtiva. Prefiro acompanhar a execução real dos projetos acessíveis, pois garantias altas sem mérito econômico geram dependência estatal.
