Terras raras, urânio, cobre e lítio estão entre os nove minerais com prioridade máxima na nova política mineral brasileira. O governo federal aprovou a classificação na primeira reunião do CIMCE no Palácio do Planalto em Brasília nesta quinta-feira 5. A lista reúne substâncias especialmente importantes para o desenvolvimento industrial e a segurança de abastecimento nacional.

O grupo de maior prioridade inclui grafita, níquel, cobalto, manganês e silício além das terras raras. Na nova política mineral brasileira, esses minerais receberão preferência nos instrumentos de fomento aplicáveis. Ampliar a produção nacional e atrair investimentos para etapas de maior valor agregado é o objetivo da nova política.

Determinadas operações societárias envolvendo essas substâncias estarão sujeitas à análise do governo conforme critérios futuros. As terras raras são utilizadas na fabricação de ímãs permanentes empregados em veículos elétricos e turbinas eólicas. Baterias para veículos elétricos utilizam aplicações relevantes do lítio, níquel, cobalto e grafita. A elevada condutividade elétrica do cobre o torna essencial para a eletrificação da economia.

Para geração de energia nuclear, o urânio tem importância estratégica; já o manganês serve à siderurgia. O silício é matéria-prima importante para a fabricação de semicondutores e painéis solares além da indústria metalúrgica. Além dos nove minerais de prioridade alta o governo estabeleceu outras duas categorias adicionais. Oito substâncias permanecem na classe intermediária: tungstênio, cromo, vanádio, tântalo, titânio, fosfato, potássio e enxofre.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Lucas Pereira e não representa a opinião do MundoTrader.

Considero acertada a priorização do lítio e cobre, pois impulsionam diretamente a eletrificação industrial e reduzem custos de importação. A preferência em fomento para terras raras dependerá da capacidade real de atrair investimentos sem distorcer o mercado interno. Operações societárias sujeitas à análise futura podem gerar incerteza regulatória que afeta a margem operacional das empresas mineradoras envolvidas. Prefiro acompanhar a execução dos incentivos para minerais estratégicos, pois isso define se o objetivo de valor agregado será alcançado.