A Proposta de Emenda à Constituição aprovada pelo Senado para instituir o fim da jornada de trabalho 6 por 1 poderá ocasionar uma despesa extra anual de R$ 6,6 bilhões para as prefeituras brasileiras, segundo estimativa divulgada pela Confederação Nacional de Municípios. A alteração aprovada reduz o teto da jornada semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial, com transição escalonada ao longo de um ano. A entidade calcula que o maior peso recairá sobre os contratos de mão de obra terceirizada, além do impacto sobre servidores municipais diretos.

Segundo o relatório da CNM, a maioria das cidades contrata serviços terceirizados em áreas como limpeza pública, segurança e conservação predial, e a diminuição da carga horária demandará novas contratações para assegurar a continuidade dos serviços. Representantes da entidade alertaram que a ausência de compensação orçamentária pode comprometer as finanças locais, que já operam no limite fiscal, afetando o atendimento prestado à população.

Fonte: Revista Oeste (Política) · 15/10/2026