Um levantamento conduzido pelo laboratório NetLab, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, identificou mais de 1,6 mil anúncios de natureza político-eleitoral financiados em moeda estrangeira no Facebook e no Instagram durante as eleições de 2026. As veiculações acumularam cerca de 171 milhões de visualizações e envolveram até R$ 2 milhões em aportes, infringindo a proibição legal de recebimento de valores externos por campanhas no país. A maior concentração de pagamentos esteve atrelada a uma empresa sediada no exterior, que respondeu por quase a totalidade dos recursos rastreados.

A diretoria do laboratório destacou que a companhia permitiu a veiculação do material por vários dias antes de adotar medidas de remoção, alcançando ampla circulação especialmente na Região Sudeste. A análise também detectou indícios de redes de páginas e domínios que compartilhavam conteúdos idênticos. Em posicionamento reportado, a Meta sustentou que possui mecanismos de checagem prévia e contínua, tendo removido ou reclassificado as propagandas que descumpriram suas regras de funcionamento.

Fonte: Diário do Centro do Mundo (DCM) · 15/10/2026