As contas do governo central registraram superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro. O relatório sobre esse resultado foi divulgado pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira. Em setembro do ano anterior, o mesmo período registrou déficit de R$ 14,4 bilhões. O superávit primário corresponde à diferença entre receitas e despesas sem juros da dívida pública.

Houve superávit quando a arrecadação supera as despesas do governo central. Ocorreu déficit quando os gastos foram maiores que as receitas no período analisado. O governo acumula déficit primário de R$ 90,2 bilhões entre janeiro e setembro de 2026. No mesmo período de 2025, o resultado negativo foi de R$ 100,3 bilhões.

O superávit de setembro teve contribuição positiva de R$ 31 bilhões do Tesouro Nacional e Banco Central. A Previdência Social registrou déficit de R$ 26,2 bilhões que compensou parcialmente o resultado positivo. O crescimento da arrecadação em ritmo superior ao das despesas impulsionou a melhora nas contas públicas. Em setembro, a receita líquida cresceu 13,6% em reais, equivalente a R$ 24,6 bilhões comparado ao ano anterior.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, os gastos avançaram 2,4%, o equivalente a R$ 4,7 bilhões. O aumento da arrecadação do Imposto de Renda foi de R$ 7,3 bilhões e impulsionou as receitas. As receitas provenientes da exploração de recursos naturais cresceram R$ 5,7 bilhões no período.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Mariana Almeida e não representa a opinião do MundoTrader.

Considero acertado o superávit de setembro, pois a arrecadação cresceu mais que os gastos sem depender de cortes abruptos. O aumento do Imposto de Renda e recursos naturais impulsionou receitas, mas o déficit da Previdência ainda limita a saúde fiscal. Vejo como possível que esse resultado positivo se sustente apenas se as despesas continuarem controladas no próximo trimestre. Prefiro acompanhar a evolução da arrecadação real, pois ela define diretamente a capacidade de pagamento do governo central.