A mineradora Rare Earths Americas divulgou avanço nos testes do projeto Alpha na Bahia nesta segunda-feira (2). Os resultados dos testes indicaram uma melhora de 48% na taxa de recuperação dos minerais durante a lixiviação. A SGS Geosol realizou testes e alcançou recuperação de cerca de 40% das terras raras, sem incluir o cério.
Ante uma premissa anterior, a recuperação inicial era de 27% para as terras raras analisadas nos laboratórios. Resultados obtidos em condições laboratoriais distintas requerem confirmação em testes de maior escala. O projeto Alpha possui recursos minerais inferidos estimados em 202 milhões de toneladas no local da Bahia.
O teor médio do depósito é de 1.520 ppm de óxidos totais de terras raras. O depósito contém elementos como neodímio, praseodímio, disprósio e térbio utilizados na fabricação de ímãs permanentes. Esses elementos são empregados em veículos elétricos, equipamentos industriais e tecnologias de defesa atuais.
A avaliação econômica inicial do projeto está mais de 80% concluída segundo a companhia. Há previsão de divulgação dos resultados da avaliação econômica no primeiro trimestre de 2027. Estimativas de investimento, custos operacionais e capacidade de produção futura devem ser apresentados no estudo.
Opinião pessoal de Ilana Roberta
A opinião a seguir é pessoal de Ilana Roberta e não representa a opinião do MundoTrader.
Considero acertado o avanço dos testes, pois a recuperação de 48% eleva significativamente a viabilidade econômica do projeto Alpha na Bahia. A melhora na taxa de lixiviação sugere que custos operacionais futuros podem ser menores, dependendo da confirmação em escala industrial. Vejo como promissor o potencial desses minerais para ímãs de veículos elétricos, desde que a avaliação econômica final seja divulgada com dados robustos. Prefiro acompanhar os resultados da avaliação completa no primeiro trimestre de 2027, pois eles definirão a real capacidade de geração de caixa.
