A proposta de André Lara Resende defende reduzir a Selic de 13,75% ao ano para 7,5% em 12 meses. Prevê-se a criação do Conselho Fiscal e Monetário Nacional por quatro a cinco anos. A dívida bruta brasileira atingiu 82,9% do PIB, representando o maior nível registrado desde 2021.
André Lara Resende sustenta que juros elevados são o principal fator de desequilíbrio das contas públicas. O economista argumenta que a Selic elevada aumenta o custo da dívida pública acima do crescimento econômico. Estabilizar a relação da dívida exigiria um ajuste financeiro de aproximadamente 250 bilhões em quatro anos.
O Piso da nova meta de juros corresponde à atual meta de inflação definida pelo Banco Central. O Teto da faixa de juros equivale ao crescimento nominal potencial do PIB segundo cálculos do economista. A redução da Selic ocorreria gradualmente durante um período inicial de 12 meses até atingir 7,5% ao ano.
O novo modelo inclui uma margem temporária de segurança de dois pontos percentuais sobre o crescimento. A projeção do FMI citada indica que o resultado primário brasileiro apresenta déficit de 0,4% do PIB. Lara Resende utiliza uma dívida bruta de 10,9 trilhões para fundamentar sua análise econômica.
Opinião pessoal de Beatriz Costa
A opinião a seguir é pessoal de Beatriz Costa e não representa a opinião do MundoTrader.
Considero acertada a proposta de André Lara Resende, pois reduzir a Selic de 13,75% para 7,5% alivia o custo da dívida pública elevada. A criação do Conselho Fiscal por quatro anos oferece segurança necessária para estabilizar as contas diante do déficit primário atual. Famílias e trabalhadores beneficiam-se diretamente ao verem os juros caírem gradualmente, aumentando o poder de compra sem promessas de retorno. Prefiro acompanhar a execução dessa redução gradual nos próximos 12 meses, pois isso depende da evolução real do crescimento econômico.
