Raphael Figueredo é estrategista de ações da XP. O ambiente de juros e inflação elevados no Brasil favorece empresas com geração previsível de caixa. Empresas com baixa alavancagem e histórico de pagamento de dividendos na Bolsa são preferidas. A avaliação ocorreu durante almoço com jornalistas realizado nesta quarta-feira (4).

O evento aconteceu em São Paulo. A taxa Selic alta e incertezas econômicas mudam a preferência dos investidores. Investidores buscam ativos capazes de oferecer rendimentos mais previsíveis. Companhias dependentes de condições financeiras favoráveis perdem preferência. Oportunidades existem principalmente em dois grandes grupos da Bolsa.

Os setores defensivos e financeiro são os grupos identificados. Papel dos segmentos superou o CDI em janelas de cinco, 10 e até 15 anos. A comparação considera ganhos com valorização das ações e rendimentos distribuídos. O mercado está entrando em período de maior aversão ao risco.

Investidores tendem a privilegiar ativos mais resilientes e com maior previsibilidade de resultados. Expectativas serão reancoradas diante dos próximos anúncios da equipe econômica. As expectativas dependem das políticas prometidas pelo novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Francisca Lima e não representa a opinião do MundoTrader.

Juros altos e inflação elevados forçam investidores a priorizar empresas com caixa previsível e baixa alavancagem. Setores defensivos e financeiros se beneficiam pois seus resultados resistem melhor à incerteza econômica atual. Considero acertado focar nesses grupos, mas qualquer ganho futuro dependerá da manutenção das taxas altas. Prefiro acompanhar a geração de caixa real dessas companhias em vez de especular sobre promessas políticas.