A oferta mundial de gás natural liquefeito deve cair 3% em 2026. Essa redução equivale a quase 20 bilhões de metros cúbicos de volume. O relatório Global Gas Security Review 2026 foi publicado pela Agência Internacional de Energia.

A Europa inicia a temporada de aquecimento de 2026 com os menores estoques desde 2013. A interrupção dos fluxos pelo Estreito de Ormuz diminuiu em mais de 60 bilhões de metros cúbicos os carregamentos entre março e outubro. A IEA estima uma retração mundial da demanda de aproximadamente 1,5% em 2026.

Essa queda na demanda equivale a quase 65 bilhões de metros cúbicos de volume. A destruição de demanda no Oriente Médio contribui para o equilíbrio do mercado global. A combinação de estoques europeus baixos e capacidade limitada pode intensificar a concorrência por cargas flexíveis.

Um inverno mais frio ou novas interrupções podem ampliar a pressão no mercado à vista. No Brasil, os efeitos dependem da necessidade de geração termelétrica para complementar a produção hidrelétrica. Tarifas de energia doméstica nem sempre refletem proporcionalmente a alta em cotações internacionais.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Aline Ferreira e não representa a opinião do MundoTrader.

A queda global na oferta de GNL pode intensificar a concorrência por cargas flexíveis no Brasil. Esse cenário favorece investimentos em geração termelétrica, mas depende da necessidade real de complementaridade hídrica. Considero acertado monitorar como essa escassez impacta as tarifas domésticas sem refletir proporcionalmente os custos internacionais. Prefiro acompanhar a execução dos estoques europeus, pois sua baixa define diretamente a pressão futura no mercado à vista.