A Unilever cortará 1 bilhão de euros em custos até o fim de 2029. A empresa anunciou a mudança no modelo operacional na terça-feira. O conglomerado simplificará seu portfólio sob a liderança do CEO Fernando Fernandez. Fernando Fernandez foi promovido ao cargo de chefe da empresa ano passado.

A divisão de alimentos será separada para focar em beleza e cuidados pessoais. O negócio de sorvete foi desmembrado pelo grupo ano passado. Um acordo para fundir a divisão de alimentos com o fabricante McCormick foi fechado em março.

A fusão da divisão de alimentos com a McCormick deve ser concluída até meados de 2027. As economias virão de simplificação organizacional, redesenho de processos e iniciativas tecnológicas. A Unilever esperava entre 400 milhões e 500 milhões de euros em custos órfãos em março.

Um gestor da Guinness Global Investors estimou que sobrarão 500 milhões adicionais para uso. O novo modelo operacional será implementado progressivamente durante 2027. As marcas incluídas são Dove, Vaseline, Persil e maionese Hellmann's. A empresa reportará resultados em três categorias: beleza e cuidados pessoais, home care e outros.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Gabriel Costa e não representa a opinião do MundoTrader.

Considero a redução de custos da Unilever uma medida necessária para enfrentar pressões inflacionárias globais e proteger margens operacionais. A separação da divisão de alimentos permitirá que o grupo concentre recursos em setores com maior poder de precificação e demanda resiliente. Espero que as economias geradas por redesenho de processos sejam reinvestidas em inovação, evitando que cortes excessivos prejudiquem a qualidade dos produtos. Prefiro acompanhar a evolução da margem operacional do setor de beleza, pois ela reflete diretamente a eficiência do novo modelo estratégico.