Nesta terça-feira, os CTT declararam ter iniciado a venda de posição de controle no Banco CTT. O grupo dos correios detém atualmente 91,5% do capital do Banco CTT antes da venda. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração do CTT no quadro de uma reavaliação estratégica.

Em julho, a Bloomberg noticiou que o BCC-Grupo Cooperativo Cajamar manifestou interesse numa parceria com o Banco CTT. Em setembro, a agência Bloomberg revelou que negociações sobre possível aquisição terminaram sem acordo. No início deste ano, o interesse espanhol levou os CTT a colaborar com o BNP Paribas para explorar opções.

O grupo de Guy Pacheco, em julho, admitiu ter recebido proposta não solicitada do Banco CTT. O grupo classificou como prematuro qualquer processo que pudesse levar a uma transação ou parceira em julho. O grupo confirmou ter contratado o assessor financeiro Rothschild para as questões relativas ao banco.

Em 2022, os CTT venderam 8,7% da participação no Banco CTT para a Tranquilidade Generali. A operação que avaliou o banco em 290 milhões de euros ocorreu quando os CTT venderam a participação de 8,7%. O então CEO João Bento admitiu um spin-off do banco e posterior colocação em bolsa no início do ano.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Mariana Almeida e não representa a opinião do MundoTrader.

A venda do controle pelo CTT é uma decisão estratégica que pode liberar capital para investimentos futuros no setor postal. O mecanismo de desinvestimento permite ao grupo focar na operação logística enquanto busca novos parceiros qualificados para o banco. Considero acertado este movimento, pois a entrada de investidores externos trará expertise financeira sem garantir resultados imediatos. Prefiro acompanhar a evolução da avaliação do ativo e a estruturação das novas parcerias, já que isso define o valor real.