A IFI calculou correção fiscal de três pontos percentuais do PIB. O relatório de outubro projeta déficit primário potencial de 1% do PIB em 2027. Diretores da IFI afirmam que política fiscal é tema central para a economia. Romper o desequilíbrio fiscal deve ser tarefa número um do futuro governo.

Sem ajuste fiscal não haverá retomada de investimentos estratégicos e crescimento. O cenário fiscal saudável é propulsor de confiança e desenvolvimento segundo IFI. No primeiro turno houve silêncio profundo sobre a questão fiscal nas eleições. Lula e Flávio Bolsonaro lançaram ideias de novos programas governamentais no segundo turno.

Medidas propostas vão na direção do aumento do gasto público ou perda de receita. A IFI projeta déficit primário equivalente a 0,5% do PIB em 2026. Novos compromissos indicam déficit primário efetivo potencial de 1,0% do PIB em 2027.

Reajuste do Bolsa Família e outras medidas representam 40 bilhões de reais de desequilíbrio. A IFI estima superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar dívida pública/PIB. Reavaliação do juro neutro pode indicar necessidade de resultado primário ainda maior. IFI afirma que não se esperam mudanças bruscas na política econômica após reeleição.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Rafael Almeida e não representa a opinião do MundoTrader.

Considero a projeção de déficit primário em 2027 como alerta necessário para evitar erosão da confiança dos investidores. A correção fiscal de três pontos percentuais do PIB é o mecanismo concreto que sustenta qualquer retomada de investimentos estratégicos. Se novas medidas aumentarem gastos sem receita, a estabilidade macroeconômica dependerá de ajustes futuros não garantidos pelo governo atual. Prefiro acompanhar a execução rigorosa dessas metas fiscais, pois dados consistentes são essenciais para decisões de produtividade tecnológica.