A IFI do Senado defende que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa anunciar um plano de ajuste fiscal após o período eleitoral. O mercado brasileiro registrou a maior perda em um dia desde março de 2020 na última segunda-feira, dia 26. A B3 acionou o circuit breaker diante da forte volatilidade nos mercados de capital e cambial após as eleições.

Houve forte volatilidade nos mercados de juros futuros nos primeiros dias após o anúncio do resultado do segundo turno das eleições. A IFI projeta um déficit primário equivalente a 0,5% do PIB para o ano de 2026. Para este ano, o governo federal almeja superávit primário de 0,25% do PIB.

A IFI estima um déficit primário efetivo potencial de 1% do PIB para o ano de 2027. O governo federal aponta um superávit efetivo de R$ 18,6 bilhões, divergindo das estimativas da IFI. Para estabilizar a relação dívida pública sobre o PIB, a IFI considera necessário um superávit primário de 2,1% do PIB.

O documento indica a necessidade de um ajuste fiscal equivalente a algo como 3 pontos percentuais do PIB. A IFI defende que o ajuste fiscal produza superávits primários para estancar o crescimento da dívida pública. A instituição recomenda ampliar substancialmente os investimentos estratégicos estruturantes na infraestrutura e na inovação tecnológica.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Beatriz Costa e não representa a opinião do MundoTrader.

Considero acertada a defesa da IFI, pois o déficit atual compromete a capacidade do Estado de investir em infraestrutura sem aumentar a dívida futura. A volatilidade recente mostra que mercados exigem disciplina fiscal clara para restabelecer confiança e evitar choques cambiais que prejudicam famílias importadoras. Defendo que ajustes estruturais dependerão da execução orçamentária rigorosa, já que promessas eleitorais não garantem estabilidade se os superávits primários forem insuficientes. Prefiro acompanhar a evolução dos dados de arrecadação real, pois apenas eles revelam se o governo conseguirá equilibrar contas sem sacrificar serviços públicos essenciais.