Em setembro, o estoque total de crédito no Brasil atingiu R$ 7,444 trilhões. Esse valor representa uma alta de 0,4% em relação a agosto. Os dados sobre o estoque de crédito foram divulgados pelo Banco Central. O crescimento acumulado do crédito desacelerou para 8,6%.
O ajuste sazonal mostra que as concessões recuaram 1,3%. As taxas médias de juros do crédito operacional atingiram 32,4% anuais. O spread bancário em operações com recursos livres subiu de 34,7 para 35,5 pontos percentuais. A inadimplência das famílias permaneceu em 6,6% nesse segmento.
O índice geral do Sistema Financeiro Nacional ficou em 5%. O estoque de recursos livres cresceu 0,8% entre as modalidades. O saldo de recursos direcionados permaneceu estável no período. O crédito imobiliário direcionado avançou 0,8% chegando a R$ 1,443 trilhão.
Com saldo de R$ 1,030 trilhão, a indústria registrou alta de 1,1%. O setor agropecuário recuou 0,3% atingindo R$ 57,663 bilhões. As dívidas de pessoas físicas com atraso superior a 90 dias somam um índice de 8,1%.
Opinião pessoal de Ilana Roberta
A opinião a seguir é pessoal de Ilana Roberta e não representa a opinião do MundoTrader.
Considero que a desaceleração do crédito acumulado reflete cautela bancária diante de juros elevados, o que pode limitar expansão futura. O aumento do spread e das taxas operacionais sugere que empresas dependerão mais de financiamentos direcionados para manter seus ciclos produtivos. A inadimplência estável nas famílias indica resistência ao endividamento, mas a redução nas concessões aponta para um cenário de crédito restrito. Prefiro acompanhar o fluxo de recursos livres, pois seu crescimento moderado é essencial para equilibrar risco e liquidez no sistema.
