Em setembro, o estoque total de crédito no Brasil atingiu R$ 7,444 trilhões. A expansão anual do crédito foi de 8,6% em setembro. O ritmo de crescimento caiu para 9,3% em agosto. As concessões de empréstimos pessoais sem garantia somaram R$ 20 bilhões em setembro.
Novas concessões de empréstimos pessoais sem garantia cresceram 14% no terceiro trimestre. Operações de crédito ao consumidor com recursos livres avançaram apenas 2% no terceiro trimestre. Novas operações para pequenas e médias empresas ficaram em aproximadamente R$ 2 bilhões em setembro.
O crescimento anual do estoque de cartão de crédito desacelerou para 8% em setembro. Em setembro, a inadimplência superior a 90 dias ficou em 5% do sistema bancário. O spread bancário total avançou 0,5 ponto percentual em setembro.
O spread bancário total chegou a 21,6% em setembro. O spread nas operações com recursos livres atingiu 35,5% em setembro. O spread para pessoas físicas na modalidade de recursos livres foi de 48,5% em setembro. O spread entre empresas ficou em 11,7% em setembro.
Opinião pessoal de Juliana Oliveira
A opinião a seguir é pessoal de Juliana Oliveira e não representa a opinião do MundoTrader.
Considero que a expansão de crédito pessoal sem garantia reflete incentivos perversos que distorcem o mercado e penalizam a disciplina fiscal. O aumento de concessões livres enquanto PMEs recebem pouco mostra como privilégios setoriais enfraquecem a concorrência justa e a alocação eficiente de recursos. Se o spread bancário continuar alto sem reformas estruturais, apenas beneficiários políticos ganham margens artificiais em detrimento da saúde econômica real. Prefiro acompanhar dados de inadimplência futura para avaliar se essa política de crédito barato gera bolhas ou apenas transfere riscos aos contribuintes.
