Especialistas das empresas de tecnologia OpenAI e Meta alertaram que conteúdos audiovisuais falsificados por meio de inteligência artificial generativa estão se tornando praticamente impossíveis de diferenciar de registros reais. O aviso foi compartilhado durante um encontro em Boston do Comitê Consultivo sobre Regras de Provas da Conferência Judicial dos Estados Unidos, que avalia os impactos dessa tecnologia nos tribunais do país.

De acordo com os representantes das companhias, a rapidez e o baixo custo na produção desses materiais dificultam a detecção tanto por humanos quanto por softwares de computador. Embora legislações em regiões como Califórnia e União Europeia exijam marcas-d'água digitais, consultores apontam que não existem métodos universais ou totalmente seguros para rastrear tais identificadores em meio aos diferentes padrões da indústria.

Apesar dos avisos sobre o risco iminente, levantamentos do Poder Judiciário norte-americano apontam que incidentes de contestação de provas por suspeita de deepfake ainda foram pontuais nos julgamentos locais até o momento. O comitê, contudo, segue debatendo diretrizes para garantir que elementos produzidos por inteligência artificial cumpram os mesmos critérios rigorosos de confiabilidade exigidos da Justiça.

Fonte: G1 Economia · 15/10/2026