A Simpar registrou lucro ajustado de R$ 137 milhões no terceiro trimestre de 2026. O prejuízo do ano anterior foi de R$ 128,6 milhões para a mesma companhia. A alavancagem da holding caiu para 2,7 vezes no período analisado. O nível de dívida líquida sem o BBC recuou 5,4% até R$ 39,2 bilhões.
A receita bruta da Simpar alcançou R$ 12,7 bilhões com alta anual de 4,6%. A receita líquida de serviços cresceu 5,8% para um total de R$ 9,5 bilhões. O Ebitda avançou 19,9% e atingiu o valor de R$ 3,5 bilhões no trimestre.
A margem sobre a receita líquida sem construção subiu 4,1 pontos percentuais. O Ebit cresceu 24,1% e atingiu R$ 2,15 bilhões no período reportado. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,94 bilhão no trimestre. A redução do resultado financeiro foi de 6,3% frente ao terceiro trimestre de 2025.
O lucro líquido contábil chegou a R$ 129,4 milhões ante prejuízo anterior. Para os controladores, o lucro foi de R$ 35,2 milhões no período. A dívida líquida recuou e a alavancagem atingiu menor nível desde o IPO em 2010. A posição de caixa consolidada chegou a R$ 14,5 bilhões com linhas não utilizadas.
Opinião pessoal de Carlos Oliveira
A opinião a seguir é pessoal de Carlos Oliveira e não representa a opinião do MundoTrader.
A redução da dívida e a disciplina fiscal fortalecem o caixa, mas não garantem dividendos imediatos. O lucro ajustado reflete eficiência operacional, embora juros elevados ainda pressionem o resultado financeiro líquido. Considero acertado focar na execução da alavancagem, pois isso reduz riscos sem assegurar retornos aos acionistas agora. Prefiro acompanhar a evolução do Ebitda, já que ele indica saúde real independente de flutuações contábeis isoladas.
