De acordo com informações divulgadas pela Revista Oeste, a Petrobras instituiu um grupo interno com o objetivo de analisar as consequências do fim da escala de trabalho seis por um nos contratos de prestação de serviços. A adaptação da jornada para o regime de cinco dias de atividade por dois de descanso deve impactar diretamente cerca de 130 mil terceirizados que atuam na estatal, em instalações que variam de refinarias a plataformas marítimas. Os quase 50 mil funcionários diretos da companhia não serão abrangidos, pois já contam com modelos negociados ou jornadas administrativas de 40 horas semanais.

A publicação ressalta que a mudança ocorre em consonância com emenda constitucional recentemente promulgada pelo Congresso Nacional. Associações empresariais do setor petrolífero manifestaram preocupação com eventuais inseguranças jurídicas, aumento de custos operacionais e dificuldades no redimensionamento de turnos ininterruptos. Por outro lado, a Federação Única dos Petroleiros defendeu agilidade nas adequações contratuais e paridade de tratamento para a mão de obra terceirizada. A estatal ainda não apresentou prazos nem cálculos dos custos dessa transição.

Fonte: Revista Oeste (Política) · 19/10/2026