Luis Caputo fechou a Conferência Anual de FIEL substituindo Javier Milei. O ministro da Economia definiu temas como tipo de cambio e crescimento. Caputo afirmou que o tipo de cambio é uma variável que menos influencia a competitividade.

A Argentina desvalorizou mais que qualquer outro país do mundo sem se tornar competitiva. A estratégia do Governo aponta para reduzir impostos e custos logísticos. Comparar uma linha histórica do dólar não é válido sem considerar a solidez do programa macroeconômico.

Quatro anos de equilíbrio fiscal e orden macro tornam o dólar menos depreciado na comparação. A Argentina herdou um tipo de cambio desfasado como consequência da crise histórica. Uma subida do dólar impacta a indústria, gera desorden e pode acelerar a inflação.

Hoy una PyME se financia al 80% en pesos con una tasa de mercado de aproximadamente 25%. Financiar uma empresa entre 35% e 40% ahorraria entre 40 y 50 puntos de costo financiero. Esse ahorro seria equivalente para una PyME exportadora a llevar el tipo de cambio hasta $2700.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Fernanda Souza e não representa a opinião do MundoTrader.

Considero que a substituição de Milei por Caputo sinaliza uma aposta realista na redução de custos logísticos e fiscais. A desvalorização cambial sem competitividade histórica mostra que apenas impostos menores não resolvem a inflação estrutural do país. Empresas financiadas majoritariamente em pesos pagarão menos juros, mas dependerão da solidez macroeconômica para evitar novos choques. Prefiro acompanhar o equilíbrio fiscal futuro, pois ele é condição necessária para estabilizar o dólar e proteger as margens industriais.