A iminente cobrança do Imposto Seletivo a partir de 2027 traz apreensão para companhias que adquirem mercadorias no mercado externo, conforme noticiado pelo Poder360. A tributação, pensada na reforma tributária para frear o consumo de itens nocivos à saúde e ao meio ambiente, incidirá sobre produtos como fumo e bebidas alcoólicas e açucaradas. A incerteza em torno das alíquotas dificulta o planejamento das empresas em relação ao capital de giro e ao preço final de venda.
Especialistas ouvidos pela publicação indicam que o custo adicional não pode ser simplesmente repassado ao consumidor, sob risco de rejeição e perda de competitividade. Além disso, a gestão de estoques e contratos de transporte pode sofrer impactos: fracionar pedidos tende a aumentar despesas por unidade de contêiner, enquanto adiantar compras antes do imposto gera encargos extras com armazenagem e risco de perda de produtos perecíveis.
Setores empresariais, entre eles os ramos de bebidas, mineração e automobilístico, articulam resistências às regras. De acordo com fontes do meio jurídico citadas pela matéria, a principal queixa não recai necessariamente sobre a incidência do imposto, mas sobre a lentidão governamental na fixação das taxas aplicáveis, o que gera insegurança nas operações comerciais.
Fonte: Poder360 · 17/10/2026
