Segundo reportagem do JOTA, a reformulação dos tributos sobre o consumo tende a transformar o modelo de investimentos do setor automotivo brasileiro. Com o término paulatino dos incentivos vinculados ao ICMS, que anteriormente justificavam a instalação de montadoras em estados mais afastados dos grandes centros, as decisões corporativas devem passar a priorizar critérios logísticos, proximidade dos mercados consumidores e eficiência nas operações.
Analistas consultados pela publicação apontam que a transição prevista entre 2027 e 2032 provocará um acréscimo inicial na complexidade de gestão das companhias, que precisarão lidar temporariamente com os regimes antigo e novo em paralelo. Ainda que transferências imediatas de unidades fabris sejam improváveis em função dos altos investimentos envolvidos, a expectativa é de que novas ampliações e a reorganização da cadeia de suprimentos dependam diretamente do aproveitamento de créditos e da consolidação das regras fiscais.
Fonte: JOTA · 17/10/2026
