O Grupo de Ação Financeira monitora prestadores de serviços de ativos virtuais até 2027. A medida prevê divulgação de relatórios em jurisdições com mercados relevantes até 2027. A delegação brasileira alinhou estratégias para acelerar aplicação das 40 recomendações internacionais do Gafi. No mundo, o Brasil tem uma das maiores taxas de adoção de criptomoedas.
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras liderou delegação em Paris para debater uso de criptomoedas. O balanço atualizado desta terça-feira refere-se à agenda ocorrida entre 26 e 30 de outubro. Representantes do Banco Central do Brasil, da Receita Federal e da CVM compunham a comitiva nacional. Integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública participaram das discussões na capital francesa.
Os primeiros dias reuniram cinco grupos técnicos encarregados de estruturar as propostas votadas. A pauta principal envolveu o enfrentamento à lavagem de dinheiro e o rastreio do fluxo internacional. O colegiado aprovou lançamento de revisão direcionada sobre processos acelerados de acompanhamento do setor. Redes criminosas aplicam golpes com criptoativos, respondendo à decisão sobre o avanço desse uso.
Os relatórios com resultados serão publicados pelo organismo nos meses de junho e outubro de 2027. A instituição atuará em conjunto com governos selecionados para reforçar implementação das regras por meio de programas. O colegiado aprovou etapa inicial de projeto voltado para criação de relatório mundial sobre fraudes.
Opinião pessoal de Gabrielle Ribeiro
A opinião a seguir é pessoal de Gabrielle Ribeiro e não representa a opinião do MundoTrader.
Considero acertado alinhar estratégias globais para combater lavagem de dinheiro via criptoativos até 2027. O mecanismo de relatórios futuros dependerá da execução conjunta entre governos e instituições financeiras selecionadas. Vejo como possível redução de fraudes apenas se a implementação das regras for rigorosa em jurisdições relevantes. Prefiro acompanhar a evolução dos programas internacionais, pois isso importa para a segurança do fluxo internacional.
