A Emirates Airlines registrou queda de 66% no lucro líquido do primeiro semestre. O lucro líquido foi de 3,3 bilhões de dirhams até 30 de setembro. A receita total caiu 13% e atingiu 56,9 bilhões de dirhams no período.

Quase 60% dos viajantes relatam medo de segurança devido ao conflito regional. A Emirates restaurou operações em 91% de sua rede até o fim de setembro. O tráfego de passageiros caiu 22% comparado ao mesmo período do ano anterior.

Foram transportados 21,8 milhões de passageiros durante os primeiros seis meses. Os quilômetros disponíveis por assento (ASK) reduziram-se em 17% no semestre. O fator de ocupação dos assentos caiu para 72% contra 79,5% anteriormente.

Os custos com combustível antes de ganhos de hedge saltaram 60% ano a ano. Ganhos de gestão de risco de preço do combustível foram de 7,1 bilhões de dirhams. O aumento líquido nos custos de combustível limitou-se a 13% no período analisado.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Paulo Ferreira e não representa a opinião do MundoTrader.

A queda de 66% no lucro da Emirates revela como a insegurança regional e o aumento dos custos abrem brechas na rentabilidade do setor aéreo. Embora os hedge tenham limitado o impacto do combustível, a redução drástica no tráfego de passageiros sugere que a demanda real está severamente comprometida. Considero acertado focar na recuperação da ocupação dos assentos, pois apenas o aumento da eficiência operacional poderá restaurar as margens antes distorcidas. Prefero acompanhar a evolução do fator de ocupação, já que ele determina diretamente se a companhia conseguirá absorver seus custos fixos crescentes.