A Bunge registrou lucro líquido de 318 milhões de dólares no terceiro trimestre de 2026. O lucro líquido da companhia aumentou 91,6% em relação aos 166 milhões de dólares do mesmo período de 2025. O resultado financeiro corresponde a 1,64 dólar por ação segundo o balanço divulgado nesta quinta-feira.

As vendas líquidas somaram 23,8 bilhões de dólares no trimestre com avanço de 7,4% na comparação anual. O lucro por ação ajustado subiu 12,8% variando de 2,27 para 2,56 dólares acima das estimativas. As ações da companhia cotadas a 100,19 dólares recuaram 0,61% no pré-mercado em Nova York. O desempenho foi sustentado pelos segmentos de processamento e refino de soja e oleaginosas.

Na área de processamento de soja o EBIT ajustado alcançou 565 milhões de dólares ante 478 milhões em igual período de 2025. O avanço no segmento de soja foi impulsionado por melhores resultados na América do Norte, Argentina e Brasil. Na divisão de oleaginosas o EBIT ajustado somou 329 milhões de dólares com alta de 19,6% frente aos 275 milhões de um ano antes.

O segmento de óleos tropicais registrou EBIT ajustado de 16 milhões de dólares abaixo dos 51 milhões do terceiro trimestre de 2025. Em comercialização de grãos e moagem o EBIT ajustado foi de 87 milhões de dólares ante 120 milhões no mesmo intervalo do ano anterior.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Antônio Lima e não representa a opinião do MundoTrader.

O lucro recorde da Bunge revela eficiência operacional, mas o custo real do grão pode pesar no futuro. Melhorias na soja e oleaginosas mostram disciplina fiscal, embora a queda nos óleos tropicais exija atenção aos custos. Considero acertado focar na margem de processamento, pois ela define se o produtor consegue manter competitividade real. Acompanho a execução do EBIT ajustado, já que ele indica se os ganhos operacionais serão sustentáveis ou efêmeros.