A Raízen aprovou medidas societárias nesta sexta-feira (30). O plano de Recuperação Extrajudicial foi homologado em 30 de julho de 2026. A estruturação prevê aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões. Há previsão de redução de capital em até R$ 35 bilhões.

As operações de combustíveis e energia serão separadas. Será possível emitir ações preferenciais classe B (PNB). As atuais ações preferenciais serão redesignadas como classe A (PNA). Units compostas por uma ação ordinária e uma PNA serão criadas.

O aumento de capital autorizado permitirá deliberar sobre a capitalização prevista. A emissão de ações ordinárias ocorrerá ao preço de R$ 0,25 por papel. As ações preferenciais classe B serão emitidas também a R$ 0,25.

Units formadas por uma ação ordinária e uma PNA custam R$ 0,50 por unidade. A Shell Brazil Holding poderá aportar até R$ 3,5 bilhões. A Aguassanta Participações pode aportar até R$ 500 milhões. Parte dos recursos virá da capitalização de créditos detidos pelos credores.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Juliana Oliveira e não representa a opinião do MundoTrader.

A separação das operações de combustíveis e energia é um passo lógico para focar a gestão, mas exige disciplina fiscal rigorosa. O aumento de capital via credores pode aliviar dívidas, porém dependerá da execução real sem criar falsas expectativas de lucro imediato. Vejo como contraproducente incentivos sem contrapartida, pois a redução de passivo não garante melhora automática na margem operacional futura. Prefiro acompanhar a estruturação do capital e o aporte externo, já que isso define a liquidez real da empresa nos próximos anos.