A Chilli Beans protocolou pedido de recuperação extrajudicial no dia 30 de outubro. A empresa fundada por Caito Maia em 1997 busca sanar uma dívida totalizando R$ 340 milhões. O plano de recuperação prevê aporte de R$ 50 milhões para fortalecer o caixa da companhia.

Itaú, Akron e Vega atuam como financiadores âncoras coordenando a entrada dos novos recursos. A rede possui atualmente 900 franquias distribuídas em 14 países diferentes. A Vert Securitizadora declarou vencimento antecipado de uma debênture no valor de R$ 89 milhões.

O vencimento da debênture ocorreu no dia 26 de outubro após o prazo de cura expirar. A emissão da debênture teve início em fevereiro de 2025 com validade até janeiro de 2029. Caito Maia assumiu a função de avalista para a transação financeira da empresa.

A Vert liberou R$ 2,3 milhões correspondentes a 60% dos recebíveis de cartões onerados em julho. O mínimo de cartões foi reduzido de 5% para 2,5% do saldo devedor da companhia. Seis assembleias foram realizadas antes do default para tratar dos descumprimentos das regras.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Paulo Ferreira e não representa a opinião do MundoTrader.

A recuperação extrajudicial da Chilli Beans revela fragilidade estrutural ao depender de aporte externo para sanar dívida. O mecanismo de aporte de caixa não garante melhoria operacional, pois a saúde financeira depende do fluxo futuro de vendas. Considero contraproducente essa estratégia quando o avalista assume riscos que podem comprometer o poder de compra da franquia. Prefiro acompanhar a evolução dos recebíveis de cartão, pois esse dado indica diretamente a capacidade real de pagamento da rede.