A onda de ataques cibernéticos visou supermercados na Europa começando em outubro. Esta semana o ataque atingiu sete lojas da cadeia Intermarché em Portugal. A Comissão Europeia classifica a situação como tentativa de perturbar a cadeia de abastecimento alimentar.
O Centro Nacional de Cibersegurança investiga a ligação aos ataques ocorridos em França. Centenas de supermercados em França, Bélgica ou Suécia foram atingidos pela onda. Os sistemas de refrigeração das lojas atacadas sofreram comprometimento dos sistemas informáticos.
Auchan, Continente e Lidl não foram impactados por esta onda de pirataria informática. O Intermarché opera num universo de mais de 260 supermercados espalhados por 180 concelhos. Esses estabelecimentos comerciais estão distribuídos em 18 distritos do território nacional.
O ataque ficou circunscrito a um prestador de serviços externo responsável pela gestão dos sistemas de refrigeração. Todas as condições de higiene e segurança alimentares permanecem asseguradas, sem impacto na cadeia de abastecimento. Ataques informáticos a empresas têm vindo a transformar-se numa ocorrência diária na economia.
Opinião pessoal de Beatriz Costa
A opinião a seguir é pessoal de Beatriz Costa e não representa a opinião do MundoTrader.
Considero a interrupção dos sistemas de refrigeração como um risco crítico que expõe vulnerabilidades operacionais graves. A dependência de prestadores externos para gestão térmica pode comprometer a segurança alimentar caso falhas se repitam. Vejo como contraproducente confiar em terceiros sem redundâncias, pois o impacto afeta diretamente famílias e trabalhadores. Prefiro acompanhar relatórios de cibersegurança setorial, já que riscos digitais transformam-se em ameaças diárias à economia.
