A Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis (ANDC) afirmou ao Poder360 que o governo federal não terá condições de preservar o tributo de 12% aplicado sobre as exportações de petróleo assim que o mercado global for normalizado. A medida foi criada durante oscilações causadas por tensões no Oriente Médio e levou petroleiras aos tribunais. A arrecadação decorrente da extração de óleo e gás cresceu mais de 470% no acumulado de janeiro a agosto de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 93,3 bilhões.
O presidente da entidade, Francisco Neves, apontou que regras dessa natureza necessitam de regulamentação formal por lei e prazos claros para entrar em vigor, sob risco de prejudicar o fluxo de caixa corporativo. Neves também relatou que parte expressiva das distribuidoras não aderiu à política governamental de subvenção para diesel e gasolina, devido à demora de cerca de 105 dias entre a contratação no mercado exterior e a efetiva liquidação do subsídio pelo poder público.
Apesar dos problemas financeiros acarretados às distribuidoras, a ANDC reconheceu que a subvenção ajudou a mitigar a inflação dos combustíveis, registrando alta de 20% no diesel brasileiro frente a mais de 100% no mercado norte-americano. Contudo, a entidade pede políticas de estímulo à produção e ao armazenamento em vez de ações punitivas sobre preços.
Fonte: Poder360 · 17/10/2026
