O ano de 2026 é um período ativo do grupo Amaggi no mercado de capitais. Em junho, para comprar 40% da FS, a empresa captou R$ 3,5 bilhões em títulos de dívida. Dois meses depois, em agosto, a empresa emitiu R$ 500 milhões em CRA com prazo de sete anos.
Na terça-feira, 27 de outubro, a Amaggi concluiu a recompra de US$ 257,4 milhões em títulos de dívida internacional. Os títulos sustentáveis foram emitidos em 2021 pela Amaggi Luxembourg International sediada em Luxemburgo. Na ocasião da emissão original, a empresa captou US$ 750 milhões. Antes da operação de recompra, o saldo em circulação desses papeis era de US$ 655,4 milhões.
A oferta voluntária de recompra antecipada foi aberta em 19 de outubro. A empresa propôs retirar do mercado até US$ 300 milhões com pagamento de US$ 990 para cada US$ 1.000. No dia 23, a demanda alcançou 85,8% da meta no prazo estipulado. Da emissão original restam US$ 397,934 milhões em aberto com a recompra.
Santander US Capital Markets e Banco Bradesco BBI foram dealers managers da operação. A King & Co. foi o agente de informação e de tender da operação. A recompra reduziu o saldo nominal dessa emissão em quase 40%. A gestão do endividamento é uma preocupação crescente na companhia após a aquisição da participação na FS.
Opinião pessoal de Paulo Ferreira
A opinião a seguir é pessoal de Paulo Ferreira e não representa a opinião do MundoTrader.
Considero a gestão do endividamento da Amaggi como estratégia prudente diante da recente aquisição de participação na FS. A recompra antecipada de títulos reduzirá o passivo circulante, mas não garante automaticamente melhora imediata na margem operacional. O poder de compra dos acionistas pode aumentar se a redução da dívida permitir realocação eficiente do caixa livre futuro. Prefiro acompanhar a evolução do fluxo de caixa líquido, pois ele reflete diretamente a capacidade de honrar compromissos financeiros.
