O volume do setor de serviços no Brasil apresentou uma redução de 0,1% em agosto frente ao mês anterior, segundo números apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e reportados pela Revista Oeste. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, foi observada uma expansão de 0,6%, enquanto os dados acumulados dos oito primeiros meses de 2026 e de doze meses indicaram altas de 1,7% e 2,2%, respectivamente. A publicação ressaltou que a marca se mantém 19,9% acima do patamar anterior à pandemia, embora esteja 0,3% aquém do pico histórico registrado em outubro de 2025. O resultado geral desapontou o mercado financeiro, cujas projeções apuradas pela Reuters estimavam avanços de 0,4% na margem mensal e de 1,1% na base anual.

O desempenho negativo foi puxado por retrações em três das cinco frentes avaliadas pela pesquisa em relação a julho. As taxas negativas foram observadas em outros serviços (-1%), transportes (-0,2%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,2%). Em contrapartida, o segmento de serviços prestados às famílias teve elevação de 2,1%, marcando o segundo período consecutivo de ganho, ao passo que o ramo de informação e comunicação não registrou variação, permanecendo em 0%.

Na divisão geográfica, o levantamento do IBGE identificou perdas em 12 das 27 unidades federativas brasileiras. As quedas mais intensas foram computadas na Bahia (-4,8%), no Espírito Santo (-4,5%), no Ceará (-3,1%), no Mato Grosso (-2,3%) e em São Paulo (-0,1%). Por outro lado, o Distrito Federal exerceu o impacto positivo mais relevante ao crescer 3,7%, seguido pelos avanços observados no Paraná (1%), em Minas Gerais (0,8%) e no Rio de Janeiro (0,5%).

Fonte: Revista Oeste Economia · 14/10/2026