A Ronda de Negocios RIGI em Rosario pode gerar benefício extra para um governo que precisa reativar o setor industrial. O benefício extra destina-se particularmente às pequenas e médias empresas do setor industrial local. O acréscimo de fornecedores locais às empresas beneficiadas pelo RIGI é indispensável para a ferramenta governamental.
A ferramenta governamental visa oferecer uma saída ao incômodo cenário de estanflação que atravessa o país. A economia está em recessão técnica enquanto a inflação se estanca em torno de 2% mensal. A situação de inflação de 2% mensal repetiu-se no mês de outubro. Os conflitos geopolíticos elevaram os preços da energia e geraram maior pressão inflacionária este ano.
Israel e Estados Unidos passam pelas urnas enquanto a guerra em Meio Oriente segue em pé. Ninguém se anima a projetar o que passará com o preço do petróleo devido à guerra. A situação fiscal de Brasil funciona como outra luz de alerta internacional para economistas.
Especialistas advertem que Lula da Silva deverá ajustar os gastos em contexto de déficit elevado. Consultoras privadas prevêm que a economia brasileira crescerá apenas 1,3% no ano próximo. A vocera Julie Koszack reconheceu que o FMI acordou com o governo para reativar a demanda interna.
Opinião pessoal de Patrícia Pereira
A opinião a seguir é pessoal de Patrícia Pereira e não representa a opinião do MundoTrader.
A Ronda RIGI em Rosario beneficia PMEs locais, mas depende da adesão real de fornecedores para evitar apenas subsídios isolados. Enquanto a inflação estagna e o crescimento projetado é frágil, essa medida pode aliviar custos sem garantir recuperação setorial imediata. Considero acertado focar no acréscimo de cadeias locais, pois isso fortalece a demanda interna sob condições geopolíticas incertas e voláteis. Prefiro acompanhar dados de margens operacionais reais em vez de promessas futuras, já que o cenário fiscal exige cautela com gastos públicos.
