ExxonMobil, Chevron, BP, Shell e TotalEnergies somaram lucro líquido superior a 50 bilhões de dólares no terceiro trimestre. Neste período, os preços globais de gasolina, diesel e combustível de aviação ficaram perto de máximas históricas. A Shell elevou seu programa de recompra de ações para 5 bilhões de dólares no trimestre atual.

A ExxonMobil se comprometeu com outro programa de recompra de ações de 20 bilhões de dólares até 2027. Em grande parte, os lucros extraordinários da BP destinam-se à redução de dívidas. Após a guerra e ataques ucranianos, cerca de 10% da capacidade global de refino saiu de operação neste ano.

A Agência Internacional de Energia previu que a escassez de diesel durará até 2027. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou executivos petrolíferos para uma reunião na Casa Branca em setembro. Após turbulência de mercado, líderes do G7 e da União Europeia solicitaram maiores investimentos para reforçar segurança energética.

Pequenos investimentos em refinarias existentes foram feitos pelas grandes petrolíferas para elevar taxas de utilização e aumentar o rendimento. A Phillips 66 concentrou investimentos majoritários em ativos de midstream para armazenar ou transportar produtos refinados. A Valero comprou uma refinaria inativa em Houston da LyondellBasell por 320,5 milhões de dólares na sexta-feira (30).

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Patrícia Pereira e não representa a opinião do MundoTrader.

Considero que a redução de dívidas pela BP não garante melhoria imediata na margem operacional, pois o foco é apenas financeiro. A escassez futura de diesel dependerá da capacidade global de refino, exigindo cautela nos investimentos para evitar rupturas no abastecimento. Vejo como contraproducente a concentração em ativos de midstream sem expansão da capacidade de refino diante das previsões de déficit energético. Defendo acompanhar os programas de recompra de ações apenas se houver evidência concreta de retorno sobre o capital investido pelos acionistas.