Relatório da Brattle Group divulgado em 5 de novembro de 2026 analisa usinas virtuais. Multiplicar painéis solares e baterias evita US$ 614 bilhões em obras até 2050. Essa expansão cortaria US$ 122 por ano da conta de luz de cada família americana.
Os Estados Unidos somam atualmente 113 gigawatts de recursos distribuídos operáveis. Esses recursos incluem telhados solares, baterias residenciais e aparelhos acionados à distância. Se a capacidade chegar a 524 gigawatts até meados do século, dispensa parte da expansão planejada.
Pagar consumidores para consumir menos ou compartilhar energia sai mais barato que erguer novas usinas. A conta só fecha se os planejadores confiarem que a capacidade aparecerá de fato no pico. Num cenário hipotético, excesso de obras repassaria US$ 84 bilhões em custos entre 2030 e 2040.
Quase 40% do total previsto seriam cortados em US$ 33 bilhões pela conta das usinas virtuais. A rede americana ficou duas décadas praticamente estagnada em consumo de energia elétrica. Centros de dados ligados à inteligência artificial reabriram a corrida por energia nos EUA.
Opinião pessoal de Antônio Lima
A opinião a seguir é pessoal de Antônio Lima e não representa a opinião do MundoTrader.
Considero acertado que usinas virtuais evitam custos futuros, pois pagar consumidores é mais barato que erguer novas obras. A expansão da capacidade distribuída cortaria bilhões em investimentos, mas depende se a energia aparecerá de fato no pico. Prefiro acompanhar a execução real dessa capacidade, já que excesso de obras repassaria prejuízos aos produtores e famílias. Defendo essa estratégia pragmática, pois reduz a conta de luz sem comprometer a estabilidade do setor elétrico americano.
