Segundo levantamento da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado pela Revista Oeste Economia, 19,4% das famílias no Brasil tinham mais da metade da renda vinculada ao pagamento de débitos em setembro. O indicador médio de comprometimento financeiro também avançou para 29,6%, enquanto cerca de um terço dos lares possuía obrigações estendidas por prazos superiores a um ano.

Apesar de um ligeiro recuo na fatia de famílias endividadas, que ficou em 81,7%, o tempo médio de atraso nos pagamentos alcançou 65,3 dias, patamar mais alto registrado desde o final de 2024. A pesquisa evidenciou ainda dificuldades acentuadas nas faixas que ganham até três salários mínimos, segmento no qual 38,5% das famílias estavam com pagamentos vencidos e quase um quinto afirmou não ter condições de regularizar os débitos no mês seguinte.

Fonte: Revista Oeste Economia · 10/10/2026