Dados apresentados pela Agência Nacional de Mineração (ANM) indicam que o segmento de minerais críticos e estratégicos concentrou 57% dos postos de trabalho da indústria extrativa mineral no Brasil em 2025. Do conjunto de 226,6 mil empregos registrados no setor, a área abrangeu 129,4 mil postos. O contingente com qualificação profissional especializada somou 51.714 posições, enquanto as ocupações de nível superior representaram 30.707 vagas. A composição funcional apresentou predominância masculina, reunindo 78% dos postos.
Os municípios de Parauapebas, Nova Lima e Congonhas lideraram o volume de pessoal empregado nessas operações. Em termos de remuneração, os salários medianos alcançaram R$ 3.218,08 para trabalhadores com instrução fundamental, R$ 4.142,24 para escolaridade de nível médio e R$ 11.856,16 para ocupações de ensino superior, conforme estatísticas extraídas do portal lançado pela agência reguladora.
A divulgação coincide com a instituição da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, sancionada recentemente pelo governo federal com mecanismos como fundos garantidores e certificações sustentáveis. A definição dos insumos prioritários caberá a um conselho dedicado ao tema, considerando itens essenciais a setores de defesa, digitalização e transição tecnológica, a exemplo do lítio, níquel e cobalto.
Fonte: G1 Economia · 14/10/2026
