De acordo com dados divulgados pelo IBGE e reportados pelo G1, o IPCA acelerou 0,82% no mês de setembro, marcando o ritmo mensal mais expressivo para o período desde 2021 e sucedendo a deflação de 0,32% em agosto. O índice acumulou uma expansão de 4,58% na janela de doze meses, situando-se ligeiramente acima do limite máximo da meta oficial.

A pressão sobre o índice geral foi impulsionada pelo segmento de habitação, que subiu 2,31% em razão do encarecimento de quase 8% na tarifa de eletricidade residencial. Esse movimento decorreu do término do desconto do Bônus de Itaipu, que havia amenizado as tarifas no mês anterior, aliado à incidência da bandeira tarifária amarela.

Outros segmentos de peso também apresentaram altas relevantes, segundo o IBGE. O grupo de alimentação e bebidas avançou 0,83%, com subidas expressivas no preço do tomate, batata-inglesa e arroz, ao mesmo tempo em que os transportes sofreram impacto do reajuste das passagens aéreas e dos combustíveis.

Fonte: G1 Economia · 09/10/2026