Conforme reportado pelo G1, os parlamentares que assumirão seus mandatos em fevereiro de 2027 terão influência direta sobre o andamento e eventuais ajustes da reforma tributária no Brasil. Embora as etapas previstas pela legislação avancem mesmo sem novas votações, o Congresso terá poder para deliberar sobre matérias pendentes, como regras do imposto sobre heranças, desoneração da folha de salários e o destino de recursos das emendas orçamentárias.

A publicação explica que o ano de 2027 marcará o início da substituição dos tributos federais PIS e Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços, além da cobrança experimental do Imposto sobre Bens e Serviços com alíquota inicial de 0,1%. Propostas de alterações já levantadas no cenário político, como a extinção do mecanismo de divisão automática de tributos em pagamentos, dependerão obrigatoriamente da concordância dos parlamentares para serem aplicadas, visto que foram estipuladas por leis complementares.

Especialistas consultados pelo veículo destacam que a Presidência da República não possui autonomia para revogar isoladamente as normas constitucionais aprovadas. Analistas avaliam ainda que os setores econômicos organizados devem preservar seus canais de interlocução e representatividade, mantendo a estabilidade das negociações durante a fase de transição para o novo modelo de arrecadação, programada para ser concluída em 2033.

Fonte: G1 Economia · 12/10/2026