A paralisação de 20 dias realizada por funcionários da Caixa Econômica Federal em setembro prejudicou o repasse de verbas a construtoras que operam no Minha Casa, Minha Vida, conforme noticiado pela Revista Oeste com base em apuração da Folha de S.Paulo. O movimento causou lentidão na checagem de documentos, na concessão de créditos e na formalização de contratos, empurrando os recebimentos das empresas para os meses seguintes.
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção alertou que o represamento dos processos pressionou a liquidez das companhias, principalmente as de menor porte, e adiou a conclusão da compra de imóveis por clientes. Segundo estimativas do BTG Pactual, a MRV teve cerca de R$ 80 milhões em recebíveis postergados, enquanto a Cury sofreu retração de aproximadamente R$ 194 milhões nos repasses do trimestre, em um cenário agravado pela maior rigidez da Caixa na liberação de crédito, o que também impulsionou os distratos.
Apesar dos contratempos operacionais enfrentados por companhias como Cury, Tenda e MRV, a análise do BTG Pactual apontou que o ritmo de vendas no setor de habitação popular se manteve estável. A instituição considerou que o evento resultou apenas no adiamento do fluxo financeiro, sem ocasionar perdas definitivas de receitas ou rescisão estrutural do volume de vendas.
Fonte: Revista Oeste Economia · 10/10/2026
