A autoridade de conduta do setor financeiro (FSCA) tornou definitiva a retirada provisória da licença da empresa Mixirite. O comerciante permanece proibido de realizar serviços financeiros ou aceitar fundos de clientes. A decisão seguiu achados preliminares que indicam risco real de dano aos clientes e ao público geral.

A licença foi inicialmente suspensa em junho com oportunidade para resposta da empresa. A empresa foi convidada a fornecer razões para levantar ou não a retirada provisória da licença. A Mixirite submeteu suas representações à FSCA conforme exigido no processo. A autoridade considerou achados preliminares e submissões da empresa antes de retirar a licença com efeito imediato.

O Moneyweb ligou as operações da Mixirite, incluindo UMarketPro e Protea Markets, às ex-operações da Banxso e AfriMarkets. A investigação revelou que a Protea Markets e a UMarketPro beneficiaram-se de anúncios fraudulentos nas redes sociais. As plataformas afirmavam ser legítimas ao referir-se à sua licença da FSCA. A Mixirite não se opôs à retirada final da licença, mas discordou dos achados preliminares da investigação.

A FSCA considera que a Mixirite violou várias leis do setor financeiro de forma material. A autoridade confirmou que sua investigação está em estágio avançado. O escopo da investigação foi expandido para incluir Complyxpert, Start Stream, Rayn Investments e Advice 365. A FSCA não pode divulgar detalhes adicionais devido à sensibilidade dos assuntos em consideração.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Marcos Rodrigues e não representa a opinião do MundoTrader.

A retirada definitiva da licença da Mixirite reflete a necessária rigorosa aplicação das regras para proteger os investidores. O mecanismo de sanção impede que plataformas fraudulentas continuem operando sob o falso pretexto de uma autorização válida. Considero acertado este posicionamento, pois a estabilidade do mercado depende da eliminação imediata de riscos sistêmicos identificados. Prefiro acompanhar a expansão desta investigação para outros atores, já que a integridade reguladora é essencial para conter danos futuros.