Um relatório publicado pelo Fundo Monetário Internacional e divulgado pelo G1 indica que altas repentinas nos preços de itens básicos, como alimentos e combustíveis, tendem a ocorrer com maior frequência na economia global. A organização ressalta que esses episódios prolongam as pressões inflacionárias ao longo do tempo, podendo manter as expectativas de custo de vida elevadas por até três anos e pressionar a atuação dos bancos centrais sobre as taxas de juros.

O levantamento também adotou uma metodologia voltada a mensurar os efeitos desiguais da inflação sobre as famílias mais pobres, que despendem a maior parte de seus recursos com consumo essencial. Segundo os dados apurados pela instituição, o aumento recente nos custos elevou a extrema pobreza em 23 milhões de pessoas entre 2021 e 2024 acima do patamar previamente calculado por modelos tradicionais.

Para amenizar o problema sem onerar excessivamente o orçamento governamental, o organismo internacional defende a adoção de programas de repasse de renda focalizados nos cidadãos mais desfavorecidos. A entidade adverte que alternativas como subsídios à produção e congelamento de preços são muito mais custosas para os cofres públicos e perdem eficácia diante do comércio entre nações.

Fonte: G1 Economia · 11/10/2026