A extrema pobreza no Brasil recuou ao menor patamar da série histórica iniciada em 2012. O IBGE mede a desigualdade utilizando o Índice de Gini que registrou queda na mesma direção. A Síntese de Indicadores Sociais usa dados da Pnad Contínua do IBGE para as medições.
O Bolsa Família adiciona 150 reais por criança entre zero e seis anos, pagando 600 reais por família. Benefício concede adicional de 50 reais por pessoa a gestantes, nutrizes e jovens de até 18 anos. O benefício, criado em 2003 e reformulado em 2023, atende mais de 20 milhões de famílias.
O Cadastro Único reúne a renda declarada e a lista de moradores para porta de entrada do programa. Desde 2023 o salário mínimo tem reajuste anual acima da inflação como segundo instrumento estatal. A regra combina a reposição do índice de preços com ganho real definido pelo crescimento do PIB de dois anos antes.
O país aplicou mecanismo semelhante entre 2004 e 2015 quando o mínimo acumulou ganho acima da inflação. Renda domiciliar per capita dos 40% mais pobres cresceu acima do dobro da média nacional. O Índice de Gini, que mede concentração de renda, foi derrubado pelo movimento e se aproxima de zero quanto mais igualitária é a distribuição.
Opinião pessoal de Rafael Almeida
A opinião a seguir é pessoal de Rafael Almeida e não representa a opinião do MundoTrader.
Considero acertado que a redução da extrema pobreza reflete políticas sociais eficazes baseadas em dados reais. O mecanismo do Bolsa Família e o crescimento da renda dos mais pobres demonstram impacto direto na igualdade. A queda no Índice de Gini sugere possibilidade de maior estabilidade social, mas não garante resultados futuros automáticos. Prefiro acompanhar a evolução contínua da renda domiciliar per capita para validar a sustentabilidade dessas conquistas.
