O endividamento atingiu 81,6% das famílias brasileiras em outubro. O índice caiu 0,1 ponto percentual ante setembro quando estava em 81,7%. A Confederação Nacional do Comércio considera débitos como cartão de crédito e empréstimos. O levantamento inclui pagamentos feitos em dia pelos consumidores.

O percentual permanece acima dos 79,5% registrados em outubro de 2025. A parcela de muito endividados caiu de 17,3% para 16,8%. O indicador marcou o menor nível desde abril com 16,4%. Em outubro, as famílias com dívidas em atraso foram 29,3%, contra 29,6% em setembro.

O patamar de 29,3% é o menor de 2026 e está abaixo dos 30,5% de um ano antes. A parcela que não tem condições de pagar caiu de 12,5% para 12,2%. O tempo médio de atraso dos débitos caiu para 65,1 dias.

48,8% dos débitos vencidos estavam pendentes havia mais de 90 dias. A Selic foi mantida em 13,75% ao ano na quarta-feira quatro. Essa taxa é a quarta reunião consecutiva do Comitê de Política Monetária. Os juros médios do crédito rotativo chegam a 440% ao ano enquanto a Selic está em 13,75%.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Gabrielle Ribeiro e não representa a opinião do MundoTrader.

Vejo como positivo que o endividamento caiu 0,1 p.p., pois famílias honrando dívidas melhoram seu fluxo de caixa imediato. A redução do atraso para 65,1 dias indica maior capacidade de pagamento, embora juros altos ainda pressionem a saúde financeira. Considero acertado focar no prazo médio de débitos, já que prazos curtos refletem estabilidade real sem depender de novos empréstimos. Prefiro acompanhar a Selic em 13,75%, pois essa taxa define o custo do crédito e impacta diretamente a decisão de consumo futuro.