Reduções de grande porte nos gastos da União dificilmente conseguirão preservar programas sociais e o reajuste do salário mínimo ou da previdência, de acordo com especialistas consultados pela Agência Brasil. Cerca de 90% do orçamento primário é formado por compromissos obrigatórios, deixando margem reduzida nas despesas discricionárias para cortes na faixa de R$ 200 bilhões.

O debate ganha relevância em meio ao cenário eleitoral, no qual a equipe de Flávio Bolsonaro defende corte em torno de 1,5% do PIB focado em privilégios e combate a fraudes, enquanto a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva projeta uma transição gradual até alcançar superávit primário em 2030.

Fonte: Agência Brasil Economia · 14/10/2026