Durante reuniões do Fundo Monetário Internacional em Bancoc, a diretora-gerente da entidade, Kristalina Georgieva, alertou que a aceleração do crescimento econômico não será suficiente para sanar o endividamento dos Estados Unidos, reportou a Fortune. De acordo com a dirigente, embora a expansão econômica ajude, ajustes mais rápidos são necessários por meio da redução do déficit orçamentário, em um momento no qual o passivo nacional atinge a marca recorde de 40,3 trilhões de dólares.

Integrantes do Tesouro norte-americano rebateram os apontamentos, alegando que os prognósticos do FMI possuem histórico de falhas anteriores a crises internacionais. Representantes do governo sustentam que metas de crescimento anual de 3%, impulsionadas por novas tecnologias como inteligência artificial, seriam capazes de equilibrar a situação fiscal, além de afirmarem que planos para corte de despesas estão sob elaboração.

Por outro lado, analistas e órgãos orçamentários dos Estados Unidos destacam o peso crescente da dívida, cuja proporção bruta frente ao PIB alcança cerca de 126%, o que demanda parcelas cada vez maiores da arrecadação federal para o pagamento de juros. Especialistas alertam ainda que manter a estabilidade fiscal sem elevar receitas ou frear gastos exigiria índices de crescimento muito superiores aos níveis recentemente projetados para o país.

Fonte: Fortune · 16/10/2026