De acordo com informações publicadas pelo TheStreet, a inflação nos Estados Unidos continua a exercer forte pressão sobre o orçamento das famílias. Em setembro, os preços ao consumidor avançaram 0,6%, acumulando um acréscimo de 3,7% no período de 12 meses e superando previsões de mercado. O avanço foi impulsionado de maneira significativa pela gasolina, mas também contou com pressão de custos como moradia e passagens aéreas, enquanto o núcleo da inflação atingiu 2,6% no comparativo anual.

O veículo destaca a avaliação de Adam Schickling, economista sênior da Vanguard, que aponta a resistência da demanda e o encarecimento no setor de serviços como fatores centrais para a manutenção da alta de preços. Enquanto categorias de mercadorias apresentaram alívio, custos contínuos como viagens, hotelaria e seguros mantiveram trajetória acelerada. Esse contexto sustentou a decisão do Federal Reserve de elevar a taxa básica de juros para o intervalo entre 3,75% e 4% no mês de setembro.

Os reflexos também foram observados no mercado de títulos públicos e de crédito habitacional, conforme aponta a publicação. O rendimento das notas de dez anos do Tesouro norte-americano subiu para 5,304%, impulsionando a média das taxas de hipotecas fixas de 30 anos para 7,28%. Além disso, a reportagem cita projeções indicando que o reajuste divulgado de 3,6% nos benefícios da seguridade social americana tende a ficar abaixo do ritmo geral de alta nos preços enfrentado pelos aposentados.

Fonte: TheStreet · 17/10/2026