No município de Itaí (SP), polo que concentra aproximadamente 170 hectares voltados ao cultivo da fruta, agricultores estão adotando estratégias para amenizar desperdícios e estender a oferta ao mercado. De acordo com o G1 Economia, o uso de mudas precoces, médias e tardias permite que a colheita ocorra do final de novembro até janeiro.

Para contornar o descarte de cerca de 20% das frutas que fogem aos padrões de venda in natura, produtores passaram a processar itens derivados, incluindo versões congeladas, liofilizadas, desidratadas e destilados. A iniciativa possibilitou a distribuição de receitas durante todo o ano, enquanto aproximadamente 40% dos frutos frescos seguem para o mercado externo.

A cadeia produtiva regional também avalia projetos futuros, como a formação de uma rede de fornecimento voltada a uma fábrica de suco de lichia nacional. Práticas adicionais de manejo, como podas pós-colheita, nutrição do solo e a integração com a produção de mel a partir da florada, têm sido empregadas para fortalecer a rentabilidade e o vigor dos pomares.

Fonte: G1 Economia · 11/10/2026