O contrato futuro da soja com vencimento em janeiro encerrou a sessão na Bolsa de Chicago com queda de 1,42%. A negociação ocorreu nesta segunda-feira (02) com valor de US$ 12,16 por bushel. O mercado acumulou três semanas consecutivas de perdas segundo análise da Granar. A entrada da nova safra americana pressionou os preços do contrato futuro da soja.

O USDA deve divulgar estimativa de produtividade média da soja no próximo relatório mensal. O relatório mensal de oferta e demanda está previsto para terça-feira (10). Uma venda de 136 mil toneladas de soja americana para a China foi anunciada. A venda refere-se à safra 2026/2027 e não sustentou os preços da oleaginosa.

Entre 23 e 29 de outubro, foram inspecionadas 2,44 milhões de toneladas de soja para exportação. A China foi destino de 1,52 milhão de toneladas do total inspecionado para exportação. A sessão encerra com alta de 0,11% o contrato futuro do milho com vencimento em dezembro. O milho foi negociado a US$ 4,48 por bushel na Bolsa de Chicago.

Cinco semanas consecutivas de perdas precederam a recuperação das cotações do milho. A perspectiva de uma segunda maior safra da história dos Estados Unidos limitou os ganhos do cereal. A sessão encerrada pelo contrato futuro de trigo com vencimento em dezembro registrou valorização de 0,50%. O trigo foi cotado a US$ 6,06 por bushel em Chicago nesta sessão.

Opinião pessoal de

A opinião a seguir é pessoal de Lucas Pereira e não representa a opinião do MundoTrader.

A queda da soja reflete excesso de oferta americana que pressiona margens e exige cautela na avaliação setorial. Preços futuros podem oscilar conforme novos dados do USDA, mas a entrada de safra limita ganhos operacionais imediatos. Considero acertado focar no impacto real das exportações para a China ao analisar liquidez e estabilidade financeira da cadeia. A recuperação do milho sugere que o mercado reage seletivamente, exigindo análise diferenciada por commodity sem generalizações.