A expansão da avicultura na China vem transformando o país asiático em um potencial competidor internacional no mercado de carne de frango, setor atualmente liderado pelo Brasil. Segundo dados da alfândega chinesa e levantamentos do Rabobank divulgados pelo G1, a produção da ave na China avançou mais de 9% no primeiro semestre de 2026, impulsionando a venda de excedentes como o peito de frango in natura para o exterior.

Apesar do crescimento nas exportações chinesas, a China continua sendo um dos principais compradores do produto brasileiro, tendo absorvido 420,4 mil toneladas da ave entre janeiro e setembro de 2026, com receita de US$ 1,15 bilhão. Essa relação comercial mútua ocorre pela divergência de preferências de consumo: os chineses demandam cortes como pés e asas, enquanto destinam ao mercado externo as partes com menor aceitação interna, como o peito.

Especialistas apontam que a disputa por espaço deve se concentrar em regiões como o Oriente Médio, África e Ásia. Contudo, representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) avaliam que a competitividade do Brasil e o aumento da demanda global por proteínas reduzem o impacto da concorrência, além de barreiras sanitárias ainda limitarem a presença do frango chinês em blocos como a União Europeia.

Fonte: G1 Economia · 12/10/2026