Conforme reportagem do G1, a cadeia do pescado sustenta uma ampla rede econômica no Espírito Santo, envolvendo trabalhadores que atuam no mar, em rios e em criadouros instalados em tanques. Na aldeia Piraquê-Açu, situada em Aracruz, lideranças indígenas relatam que o rio local deixou de fornecer peixe para consumo há mais de uma década. A comunidade relaciona a degradação das águas ao desastre de Mariana ocorrido em 2015, cenário que levou à adoção de tanques e à necessidade de comprar pescado externamente, embora estudos ambientais específicos ainda sejam apontados como necessários para atestar a relação causal.

Além da relevância cultural para as populações tradicionais, a atividade movimenta diversos setores comerciais, incluindo distribuidores, fábricas de gelo, feirantes e estabelecimentos gastronômicos. Representantes do Sindicato dos Pescadores do Estado do Espírito Santo destacam que o segmento é composto por pequenos agentes dispersos e que o objetivo da entidade é articular essas diferentes frentes, buscando preservar os conhecimentos práticos acumulados por gerações e dar sustentabilidade econômica à categoria.

Fonte: G1 Economia · 10/10/2026