Conforme informado pelo G1, a Braskem enfrenta uma data limite para definir as bases comerciais de seu plano de recuperação extrajudicial, que visa renegociar cerca de R$ 56,5 bilhões em dívidas não garantidas. A petroquímica, juntamente com seus principais acionistas como Petrobras e FIP Shine I, tenta harmonizar termos com credores para estruturar a revisão do plano.
Embora o encerramento do prazo desta fase não anule o procedimento de recuperação, a ausência de um alinhamento mútuo pode interromper os diálogos e precipitar um eventual processo de falência. A companhia ainda possui uma janela legal de 90 dias, contada a partir do fim de agosto, para angariar o aval de mais de metade do endividamento sujeito ao plano, patamar que atualmente conta com o apoio de 39,6% dos credores.
Segundo o portal, a situação sob renegociação é decorrente de despesas vinculadas ao colapso do solo em Maceió, somadas à perda de rentabilidade na indústria petroquímica global. As propostas em debate contemplam carências, extensão dos prazos de amortização e a possível transformação de créditos em participação acionária da empresa.
Fonte: G1 Economia · 09/10/2026
